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Estado Português apoia bancos com € 15,645 MIL MILHÕES

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O Estado Português tem apoiado os Bancos de múltiplas formas. A principal não é sequer contabilizável pois tem a ver com a negociação do Banco de Portugal com o BCE sobre os colaterais elegíveis para desconto e com a própria cedência direta de liquidez pelo BdP aos bancos muito próxima do regímen ELA.

Para além destes fortíssimos apoios o Estado tem prestado garantias pessoais tipicamente a três anos, e participado em aumentos de capital por via direta e por CoCo. As garantias pessoais do Estado têm cláusulas de reconversão em capital em caso de não pagamento.

As CoCo têm uma remuneração de 8% que parecendo alta são um excelente negócio para os acionistas. O Estado poderia aplicar este dinheiro a taxa mais alta comprando dívida pública no mercado secundário e se os acionistas tivessem que investir este dinheiro não o fariam levando praticamente à nacionalização da entidade.

Afinal, porque não quiseram os acionistas comprar CoCo se eram assim tão bons?

As atuais operações vivas ou em curso atingem € 15,645 BN repartidas em garantias pessoais – € 6,595 BN, e aumentos de capital (incluindo CoCo) € 9,050 BN, assumindo que o Estado participa em pleno nos projetados aumentos de capital do BCP e do BANIF.

Por Bancos distribui-se assim: BCP € 6,650 BN; CGD € 4,750 BN; BES € 1,550 BN; BANIF € 1,395 BN; BPI € 1,300 BN.

A operação BANIF ainda não está completamente desenhada e, na minha avaliação, será superior ao montante aqui considerado ficando acima dos apoios do Estado ao BES.

 

 

  1. Júlio Cruz says:

    Boa noite,
    é com muito interesse que leio regularmente os seus “Pots”. A clareza e objectividade que emprega na abordagem dos temas que escolhe é desconcertante, mas este ultimo artigo apresenta valores que parecem do outro mundo! Não faltará uma virgula no valor do apoio do estado aos bancos? “€15645 MIL MILHÕES”

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