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Montepio Insolvente

35 comments

 

É um segredo que todos conhecem mas ninguém tem coragem de dizer. A verdade nua e crua – extremamente dolorosa de dizer até para mim- é simples: a CAIXA ECONÓMICA MONTEPIO GERAL está insolvente.

Qualquer Presidente de um banco em Portugal, hoje, com exceção de Tomás Correia, bem entendido, dirá que o Montepio está constituído como o maior risco para o sistema financeiro.

As razões para a negação em que o Montepio está mergulhado são teóricas e práticas.

Teóricas, porque é extremamente difícil a muita gente de “esquerda” chamemos assim, nomeadamente nos meios políticos e dos Media, aceitar que uma instituição da economia social tenha, afinal, os mesmos tipos de problemas que todos os outros no sistema financeiro tiveram. Como seria possível que uma instituição baseada nos valores do Mutualismo e da solidariedade tivesse, afinal, jogado à roleta com os humildes recursos da Associação Mutualista?

Para muita “esquerda”, ou talvez melhor dito para o populismo barato, não há diferença entre Banqueiros e Banksters. Para estes todos os banqueiros são gangsters encartados que roubam com uma cartilha institucional. Como enquadrar num tal conceito pessoas como, por exemplo, José Silva Lopes, Álvaro Pinto Correia ou Almeida Serra, claramente acima de qualquer suspeita? Pessoas – de resto – por quem sempre eu tive – e tenho – a máxima consideração.

A identificação do Montepio com um lato conceito de “esquerda” ligado com a natureza da sua clientela claramente representativa do português médio, torna por sua vez muito difícil uma decisão política. Ainda para mais, de um Governo de direita num período pré-eleitoral e numa fase onde a autoridade do Banco de Portugal e do seu Governador estão fortemente enfraquecidas.

As dificuldades são também e, mesmo especialmente, de ordem prática, porque a Administração do Montepio liderada por Tomás Correia está – como seria espetável – a resistir à mudança. E mais, a desenvolver um jogo do gato e do rato com o BdP que faz tristemente lembrar os últimos meses de Ricardo Salgado. Assiste-se, assim, a um conjunto de manobras de contrainformação onde quer o BdP quer a Administração do Montepio operam ações nos Media de desgaste político onde quem mais perde é, obviamente, o Montepio. Quem tem stakeholders a quem responder está sempre mais vulnerável.

Avanços e recuos nas alterações estatutárias e tempo da sua aprovação, criação da noção que Tomás Correia está a ser empurrado pelo BdP para fora do cargo antes do fim de um mandato que até acaba daqui a seis meses, dança de nomes possíveis onde Teixeira dos Santos aparece como apontado pelo seu Amigo Carlos Costa mas, afinal, não passa de um – numa lista de quatro nomes. Divulgação com recorte embaraçoso, nomeadamente através de Cristina Ferreira no Público, de um conjunto de informação sobre a situação financeira do Montepio e sua auditoria forense com óbvia origem no BdP. Enfim, um festival de contrainformação e uma guerra de baixa intensidade que só tem como resultado a deterioração suplementar do Montepio e – se não for sustido imediatamente – o anunciar de um desastre final.

Por sua vez, a questão prática decisiva que torna toda a problemática Montepio como “dinamite político”, está nos 650 000 associados da Associação Mutualista , detentores de um património de uns € 4,7 mil milhões, dos quais cerca de 90% está investido no Montepio (€1,7 mil milhões como capital social do Banco). Veja-se como – perante mais uma desastrada intervenção da CMVM – o Montepio colocou nos seus balcões €200 milhões de unidades de participação em 24 000 clientes (VINTE E QUATRO MIL) que já têm perdas de mercado de uns 30% do seu capital mas que, de verdade, têm perda total.

Como é que se vai dizer a estas 24 000 pessoas que perderam património e como se diria a 650 000 que a humilde reserva que pensavam ter na velhice, afinal, não existe? Como seria politicamente possível fazer a Resolução do Montepio?

Se Passos Coelho e António Costa não têm claro, é melhor que o tenham. O pior caso na Banca portuguesa ainda está para vir e chama-se, infelizmente, Montepio.

Como chegou o Montepio a esta situação?

Em primeiro lugar deve dizer-se que os bancos mutualistas estão em extinção por todo o Mundo e na Europa em especial. Começou em Inglaterra no passado século onde as Building Societies abriram o seu capital ao público e acabaram fundindo-se com os bancos. Mais recentemente, no quadro da crise financeira, as CAJAS espanholas praticamente desapareceram, com a notável exceção da CAIXA DE PENSIONES. A razão para este desaparecimento em Espanha foi similar: a inexistência de uma base de associados que pudesse propiciar os capitais necessários à capitalização das entidades.

O primeiro problema estrutural do Montepio é que a sua necessidade de capitais não tem correspondência na capacidade financeira do seu acionista único – Associação Mutualista. Coloca-se, então, uma questão político-ideológica-prática que é a desmutualização do Montepio e a sua transformação jurídica numa entidade igual às outras.

A ideologia esbarra com a realidade: não há dinheiro. Os populistas dirão – tal como o SYRISA e o grande pensador Tupac Shakur – que a realidade está errada.

No limite poderia pensar-se que tendo a Associação Mutualista capitais de € 4,7 BN já 90% aplicados no Banco porque não transformar algumas aplicações em capital? Ou fundir a Associação Mutualista com o Banco? Em vez do risco indireto passariam a risco direto. Mas coloca-se a legitima questão de ser razoável que um património esteja exposto em 90% ao risco de um único ativo como desastrosamente aconteceu no GES.

Tendo a Associação Mutualista €1,7 mil milhões de exposição no capital do Montepio não seria então preferível – como pior cenário – perder este capital salvando o restante?

Uma coisa é certa, o Montepio precisa e precisará de capital (muito capital, como veremos) e dificilmente a Associação Mutualista terá os cabedais que se imporão.

Mas porque é que o Montepio precisa de (muito) mais capital?

Em primeiro lugar pelo impacto da crise financeira no Balanço do Montepio que não foi diferente das outras instituições. Depois pelas alterações nos rácios regulatórios de capital que os reguladores e os mercados hoje consideram como aceitáveis. Daí, também, os gigantescos aumentos de capital que praticamente todos os bancos a nível mundial foram forçados a fazer. Tornou-se hoje boa prática um rácio de solvabilidade mínimo de 11% e o Montepio no seu Balanço publicado aponta para 8,5%.

A verdade é que as provisões já constituídas – nomeadamente na carteira de crédito à construção, mostram que o Montepio teve exatamente o mesmo quadro decisório dos restantes bancos. Tudo tem origem no que – a posteriori – se veio a revelar como a “mãe de todos os males” na crise financeira de 2008: uma excessiva alavancagem e tomada de risco.

A carteira de crédito à habitação de uns €7,56 mil milhões tem à semelhança dos outros bancos – BPI em particular – um importante valor económico presente negativo. E a carteira de crédito à construção de uns €2,67 mil milhões é completamente tóxica.

Neste quadro, o reforço de capital do Montepio foi, até agora, extremamente reduzido e muito abaixo das suas necessidades. Tudo resulta num quadro presente muito mais exigente.

Mesmo desconsiderando provisões adicionais que se possam originar na auditoria forense, o Montepio – para estar adequadamente capitalizado – necessitaria de bem mais de €500 milhões de aumento de capital.

Torna-se, assim, particularmente caricata a discussão de Fernando Ulrich e Tomás Correia sobre qual dos seus dois bancos é, afinal, mais lixo. Fernando gosta de falar dos “sem abrigo” e neste contexto poderia perguntar-se qual dos dois “sem abrigo” teria um teto melhor?

Mas o problema é que se pensa que serão necessárias importantes provisões adicionais no Montepio.

Admite-se que o impacto da desastrosa aquisição do FINIBANCO em julho de 2010 por €340 milhões (incluindo um prémio de 30% por um banco na altura considerado o pior do sistema) não esteja ainda totalmente absorvido, nomeadamente na sua componente imobiliária. O que seguramente não está feito é uma explicação do racional da operação pois dificilmente não resultaria – como cenário otimista – uma gargalhada geral.

Por sua vez, os créditos concedidos, a participação de certos elementos no Fundo de Participação do aumento de capital do Montepio e o sistema de relações neles implícito com o universo GES, para além das importantes provisões a que deram lugar, causaram um deficit reputacional que dificilmente será coberto no quadro da atual Administração do Montepio.

Em resumo, o Montepio precisa urgentemente de aumentar o capital no mínimo uns € mil milhões e mudar a Administração.

Carlos Costa convidou Teixeira dos Santos para Presidente do Montepio e deu o fato como consumado.

Teixeira dos Santos ficou todo contente por se vir a sentar numa cadeira de Presidente de banco e, qual barata tonta, logo aceitou. Faria melhor se tivesse refletido um pouco mais no convite do seu Amigo. Vítor Bento percebeu tarde demais que há convites que são dos “amigos da onça”. Isso mesmo descobriu também Rodrigo Rato através da sua pesarosa passagem pelo BANKIA.

E em relação ao aumento de capital?

Quem no seu bom juízo vai investir no Montepio? Institucionais? Estrangeiros? Qual o retorno? Qual o preço de entrada? Que desconto sobre o “book” e que “write-offs” exigirão? E como reagirão os sócios da Associação Mutualista às perdas de capital? E que bancos vão liderar o aumento de capital? E que bancos estarão disponíveis depois do aumento de capital do BES? E que prazo necessita normalmente um tal aumento de capital? E onde estão as alterações regulatórias que permitam a abertura do capital? E onde está o consenso político sobre a matéria em véspera eleitoral?

Tudo nesta importante instituição está em jogo e em risco. Digamos que é o imbróglio BANIF multiplicado por dez.

Perante isto o Banco de Portugal – mais uma vez – tem uma atuação dúbia e timorata, prenhe de descabeladas notícias seletivas por jornalistas sem escrúpulos. Avanços e recuos fruto de uma ausência de liderança e ideias estratégicas claras. Mas que causam sério dano ao Montepio e agravam uma situação já longe de ser fácil.

Carlos Costa seguramente depois dirá em sede de Comissão Parlamentar que agiu por “persuasão moral”. Por mim acho um conceito que até soa bem. Mas não percebeu Costa que tem que tomar uma decisão?

Ao menos Tomás Correia responde em voz própria às fugas de informação seletivas dos que o querem (bem ou mal) diminuir. O patarata principal já não é responsável pela Supervisão Bancária mas, pelos vistos, o vírus ficou. Penso que António Varela ainda não percebeu que está seriamente em risco.

Perante todo este quadro os Media especializados dizem, nada.

  1. Manuel Barbosa says:

    Só se resolve de uma forma: destruindo o capitalismo mudando o conceito do capital: “O meu poder não está no que tenho mas sim no que sou”. É impossível? Para a mente não há impossíveis. Impossível é a humanidade, com sanidade mental, viver, indefinidamente, neste colete absurdo de forças.

  2. nuno afonso says:

    Este artigo está perfeito.. Parabens excelente leitura do momento da banca.

  3. Twinspark says:

    Sr. jornalista,
    Só uma pequena correção, “….deu o fato como consumado.”
    Fato, ou facto?
    É que fato é uma peça de vestuário?!
    Facto – acontecimento.
    M/Cump

    • E depois há uma coisa que se chama acordo otográfico que pelo visto ainda há gente não ouviu falar…

      • Qual acordo? Aquele que apenas Portugal assinou? Qual aberração esquizofrénica, cada um escreve como quer devido ao vazio que surgiu após o Brasiu tirar o tapete a Portugal.

  4. Paulo Simões says:

    Artigo bem escrito e com conteúdo. Só é pena que a má reputação do seu autor permita aos leitores desvalorizar a premonição que a realizar-se trará o caos ao sistema financeiro português.

  5. Carlos Kotler says:

    Lamentável teoria de quem não quer morrer sozinho. E quantos mais morrem, menos culpas me podem atribuir.

    E este o principio que leva a esta escrita pouco construtiva. Vestindo a pele de um “Nostradamus” menor, que alguns podem acreditar… mas pouco acerta.

    Estão todos insolventes… BPI já esta insolvente desde 2012… ( a serio ? ) … e só procurar aqui ao lado.


    “Before you embark on a journey of revenge, dig two graves.”
    -Confucius

  6. Caro João,
    Gostámos de seu artigo sobre o CEMG.
    Faz bastante tempo que temos vindo a denunciar o Antônio Tomás Correia e a sua “matilha” de maçônicos mafiosos, corruptos e traficantes de influências.
    Quererá acompanhar-nos?
    Abração desde aqui das terras de Vera Cruz
    O bar do Alcides

  7. Caveira says:

    Caro João,
    Gostei de seu artigo, porque com tudo o que disse, apenas vem justificar que pouco ou nada conhece sobre a CEMG. Para si, Caixa Económica Montepio Geral. É lamentável nos dias que correm e apesar da liberdade de expressão, que se possam fazer artigos de opinião sem nada se conhecer do assunto abordado.

    Manuel Caveira

  8. Pinheiro says:

    Boa tarde,

    Enquanto Cliente e Associado do Montepio, o seu artigo é no mínimo, lamentável e decadente.

    Fernando Pinheiro

    • Onde há fumo…há fogo. Já lá diz o velho ditado.

      • Zé Tuga says:

        São comentários como o da Carmen que legitimam todo o tipo de boatos e rumores deste tipo.

        Desde posts de blogs até sms de pânico.

        Espero que um dia ninguém se lembre de duvidar da sua seriedade cara Carmen. Aí teria de responder que “onde há fumo há fogo”.

  9. José Neto says:

    Caro João Rendeiro,

    Sugiro mais leitura antes das Publicações que efetua.

    Cumprimentos
    Neto

  10. Joaquim says:

    Como é possível um texto destes?
    Teve alguma vez acesso à história deste Banco?

    Joaquim Conde

  11. Não fosse a reputação do autor do artigo e até me convenceria…

  12. Alexandra Nunes says:

    Ler este texto deixa-me profundamente desgostosa. Como é que alguém que foi interveniente do sistema financeiro diz isto? E se houvesse a capacidade de moralizar pelo exemplo… mas o que sucedeu ao BPP?

  13. O homem sabe do que fala…

  14. Callavero says:

    Ressentimento por o Montepio ter comprado o Finibanco e não o BPP?

    http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/economia/detalhe/bens_de_joao_rendeiro_arrestados.html

  15. Artigo parvo..

  16. Carlos Conde says:

    Amigos e colegas comentadores

    Será bom que todos os incrédulos e irritados leitores do texto reforcem com urgência as suas poupanças no MG.

    O chefe Tomás Correia certamente fará reproduzir todas as poupanças que sairão depois benzidas pelo padre Melícias.

    Somos todos diferentes e todos iguais e o MG é de todos os associados, por isso corram o ponham lá o dinheirinho.

    Sábado leiam o Expresso, o Público e o DN quando tiverem duvidas vejam a SIC, a TVI ou a RTP.

    Não acreditem no que o João Rendeiro diz.

    • Apesar de alguns assuntos bem escritos, peca de forma ordinária a interpretação dos factos, o que é lamentável; a mentira e o interesse acima de tudo, como nos habituou

  17. Pedro Lisboa says:

    Depois de ter lido num jornal econômico que o Montepio tinha concedido créditos no valor de 200 milhões de € sem qualquer tipo de garantia….tudo pode acontecer.
    Já tivemos o BPN,o BPP e o BES.
    Provavelmente,o Montepio será o próximo caso da banca.

    • Interessado says:

      Todos os bancos têm crédito sem garantia. Até aqui é preciso separar o trigo do joio. Uma conta ordenado, um cartão de crédito, um crédito individual (sem avalistas), um desconto comercial, um leasing, etc, são créditos sem garantia. Certos leasings imobiliários, que podem atingir algumas centenas de milhares de euros, podem ser considerados créditos sem garantia, e no entanto o bem é propriedade do locador (banco). Nem tudo o que parece é!

  18. fernando macedo says:

    Meu caro.caro.Pelos vistos esta preocupado com o montepio ou tem alguém para meter no montepio.Mas graças a Deus as pessoas que estão a frente são capazes e honestas ,por isso força montepio.

  19. Artigo vergonhoso, nota-se a falta de conhecimento da instituicao em causa. Recomendo mais formacao.

  20. Costa Leal says:

    Infelizmente muito do que aqui é dito por João Rendeiro é verdade, desde que esta administração assumiu o poder, as coisas têm piorado e muito nesta instituição. Os negócios desastrosos do Finibanco e Real Seguros, as duas empresas praticamente falidas e compradas por preços exorbitantes, permitem todo o tipo de especulações.
    A apregoada diferença entre o Montepio e as outras instituições bancárias, não existe e se existe é para pior. A conversa fiada do mutualismo, associativismo e da igualdade e solidariedade apenas serve para enganar os mais incautos.

    Tenho uma amigo bem informado, que me contou que devido ás dificuldades porque está a passar o Montepio, estão a ser reduzidos os ordenados a alguns funcionários da instituição, escolhidos com base em critérios misteriosos, potenciando o compadrio, a vulgar graxa, os lambe botas, segundo consta o ambiente é de cortar á faca.
    Era de esperar que o Montepio que apregoa a igualdade e solidariedade aos quatro ventos, face ás dificuldades conhecidas, e á necessidade de baixar as despesas com pessoal o fizesse de uma forma generalizada, incidindo esse esforço sobre todos os empregados e não só sobre alguns, chamando todos a participar na missão de redução de custos.
    Não existem duvidas de que enquanto administradores como Tomas Correia e Pedro Ribeiro estiverem á frente da instituição, muito dificilmente a situação irá melhorar.
    Mais uma vez a atuação da supervisão peca por tardia, o desenrolar dos próximos acontecimentos dirá se a auditoria forense do BP ainda vai a tempo ou não.

  21. Interessado says:

    Infelizmente este tipo de análise (ainda mais de quem) não traz nenhuma mais valia, nem à Instituição Montepio, muito menos aos seus clientes e funcionários. Só servem para fazer alastrar o pânico e assustar as pessoas. Shame on you Mr. Rendeiro.

  22. Manuel Cruz says:

    Joao rendeiro
    você é um ingenuo. Apesar da sua longa carreira na finança internacional faltou-lhe considerar o mais rasteiro da natureza humana.
    Na minha plataforma Parisiense pude constatar o poder da Maçonaria, quem manda no Montepio é Jorge Coelho e Tomás correia um servo util.
    Tomás Correia é um homem muito inteligente. Um trabalhador rural que fez o liceu em 3 anos e depois o curso de direito. Foi um dos melhores diretores da Caixa e num mundo da meritocracia seria presidente da Caixa.
    Como prémio de consolação Tomás Correia foi mandado para presidente do Montepio e precebeu que tinha que obedecer a quem manda em Portugal de verdade : Jorge Coelho , Dias Loureiro e Miguel Relvas .
    Disseram-lhe para comprar o Finibanco e investir no Ges e ele cumpriu , por isso João Rendeiro , esteja tranquilo . O Montepio nunca será insolvente.

  23. Daniel Braga says:

    Por acaso as conclusões gerais deste artigo são fáceis de tirar… Basta ler os jornais e pesquisar um pouco no Google. Reduci praticamente a zero aplicações a Associação Mutualista.

    • Luis Paulo says:

      Caro Daniel, compreendo a sua decisão. Afinal, as nossas poupanças são fruto do nosso trabalho. Contudo, questiono: baseou-se tão somente no que leu nos jornais e nas pesquisas que fez no Google? Abordou o seu balcão acerca deste assunto? Por certo também entenderia não só como funciona a Mutualidade como entenderia o porquê do conteúdo deste blog.

  24. Parabens JOR,

    Apesar de tudo, o artogo é Excelente, e só quem tambem viveu na Banca, sabe
    que aquilo que é escrito é a maior das verdades.

    Na Banca Portuguesa, não ha´Supervisão, ou se o há, fecham os olhos, ou
    então se o não fizessem já teriam fechado 90% dos Bancos…

  25. Este banco ajuda com o seu banco em cabo verde http://www.bmgcv.cv a “limpar” dinheiro…
    Bons valores só aquando da sua fundação! é um banco podre, cheio de gente sem valores.

    Obrigado pelo seu blogue!

  26. O montepio tinha tudo para se aguentar, mas achou que deveria meter banqueiros e reputados economistas “Silva Lopes reputado incompetente começou a matar o banco” a geri-lo foi fiasco e vigarices o finibanco é exemplo disso meteu-se pelo terrenos tóxicos dos banco em vez de continuar mutual e credito habitação foi o que se viu e este banqueiro da treta ainda faz este texto e pensa ser um génio do capitalismo

  27. Pssst!!!! O Montepio ainda por cá anda!!! E imagine-se está no PSI 20

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  1. Montepio Insolvente. (por João Oliveira Rendeiro) - Notícias Online - […] Artigo publicado originalmente por João Oliveira Rendeiro no seu blog Arma Critica  […]

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