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Cristiano Ronaldo Y el Declinio del Real Madrid

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“Pues que pague lo que debe, que venga com una buena oferta y que vaya”

Assim resumiu, de forma lapidar, o jornalista de MARCA, Eduardo Palomar, a sua crónica de 19 de junho de 2017 no seu blog “por qué no me gustan los lunes”, titulado “Por qué nadie llora a Cristiano?”.

E, ademais, Eduardo – excelente e respeitado jornalista – verbaliza com coragem o que muitos não ousam dizer. Cito extensamente:

“Nadie llora a Cristiano Ronaldo porque, entre otras cosas, su relación con el Bernabéu ha sido más comercial que sentimental. “Usted mete muchos goles, el club le paga muchos millones y nosotros le aplaudimos mucho o  poco .

A veces ni eso, como se ha encargado de recordar el jugador siempre que ha querido. Sólo a ultima hora, tras una temporada histórica del equipo y una hoja de servicios impecable de Cristiano, el futbolista ha podido disfrutar una cierta calidez en el trato con la grada. Tampoco mucha.

… Basta con dar voz a la hinchada en cualquier medio para escuchar el clásico” que pague y que se vaya”.

Todo o Barcelona gritou em uníssono “Todos somos Leo Messi”, quando Leo enfrentou o seu problema fiscal. Em Madrid o grito é “que pague lo que debe, que traiga uma buena oferta y que se vaya”.

Será necessário elaborar muito mais nas razões que levam Cristiano a trocar Paris por Madrid?

Evidentemente, Palomar não é o Presidente do Real Madrid CF e Florentino Pérez não fala assim. Mas tem um discurso de serviços mínimos defendendo a continuidade de Cristiano “quanto baste”.

Enquanto no Barcelona qualquer conversa sobre a saída de Messi se colocaria sempre no “intransferível” e em “cláusulas de rescisão”,  Florentino , na sua recente entrevista a MARCA  , nunca diz que Cristiano é intransferível e jamais menciona a cláusula de rescisão.

Cito da entrevista recente de Florentino Pérez a MARCA:

MARCA – Y de repente aparece el tema Cristiano Ronaldo y su  malestar por la situación que vive. Hay solución?

F.P. – … Creo que lo peor le ha sentado a Cristiano, y en eso estoy de acuerdo con él. Algunos medios han dado una imagen de él, de más o menos un delincuente y eso en una persona de su prestigio y honradez profesional y de todo o tipo, no es fácil de entender. La presunción de inocencia no se ha tenido en cuenta.

MARCA – De ser cierto al 100% su enfado y malestar, que actitud tomará el club?

F.P.- Todo en la vida se puede hablar y desde el diálogo se puede solucionar. Siempre he tenido muy buena opinión de Cristiano y veremos donde termina esto. Para que nadie malinterprete al club y al jugador, quiero aclarar que la entidad cumple con sus obligaciones fiscales y tenemos mucha confianza en que ha tenido toda la intención de cumplir con sus obligaciones fiscales.

No sé la problemática de una declaración fiscal como la suya, pero hemos hablado con el despacho de sus abogados Baker y podemos decir que cuando él jugaba en Premier, tenía una estructura societaria para la explotación de sus derechos de imagen, que es la misma que ha tenido aquí. El jugador, seguro, nunca ha ocultado sus ingresos por la explotación de imagen y ha declarado sus ingresos. No ha habido ocultación.

No sé si existen discrepancias, pero si las hay, el tema acabará en un juzgado o en el Supremo, pero de ahí a trasladar la imagen de delincuente no es normal. Algunos medios no han estado a la altura de las circunstancias.

MARCA – Si aparece una oferta por él, qué hará el Real Madrid?

F.P.- No ha llegado oferta alguna y lo que pensamos es que Ronaldo es jugador del Real Madrid y lo va a seguir siendo, pasa con todos los demás. No hay oferta alguna.”

Florentino Pérez encerra este capítulo da entrevista dizendo que vai falar com Cristiano no final do torneio da Confederações e até lá pede tranquilidade.

Em resumo, Florentino defende a honradez de Cristiano no plano pessoal – o que já é alguma coisa – mas não o declara “intransferível”, nem relembra a sua impossível cláusula de rescisão. Singelamente, diz que não tem ofertas, o que em bom português se entenderia como “ora venham lá essas ofertas”.

Por outras palavras, a versão de Pérez apenas difere da de Palomar por ser mais polida na forma – como seria adequado a um Presidente do Real Madrid CF: “Que pague lo que debe, que venga con uma buena oferta y que se vaya”.

Muitos se surpreenderão por esta disponibilidade do Real Madrid CF em abrir mão de um dos maiores jogadores da sua história. Mas, no meu entendimento, as razões são evidentes, nomeadamente, ao nível antropológico e  económico.

A nível antropológico importaria conhecer melhor porque é que Cristiano é um “mal-amado” em largas fatias do Bernabéu. Eduardo diz que a razão é mercantil: você mete golos e nós pagamos e aplaudimos – pouco – se nos apetecer. Isto seria válido se outros jogadores não fossem pagos principescamente – Gareth Bale, por exemplo – e metessem muito poucos golos. Mas não, no Bernabéu assobiam muito mais facilmente a Cristiano do que a Bale.

As razões antropológicas de fundo, a meu ver, têm a ver com o facto de Cristiano ser português. Isso choca com as raízes centrais do LumpenMadridismo que “pensa” instintivamente o “seu” REAL MADRID como o herdeiro de um Señorio feudal centrado em Castela. Para estes, os portugueses eram inimigos mortais e será sempre impossível que “um destes” seja o “seu herói”.

Evidentemente, a elite Madridista não pensa assim. Conheço, felizmente, muitos que até prefeririam viver em Lisboa do que em   Madrid. Mas quem assobia a Cristiano no Bernabéu não é a elite, é o tal LumpenMadridismo que se julga herdeiro de um Señorio que já não existe.

Mas este LumpenMadridismo não é tão residual assim. Dou o exemplo de Raul e Figo. No seu tempo, o Presidente do Real Madrid CF comentou comigo “João, Raul manda en el balneário, pero Figo manda em Raul”. Por outras palavras quem “parecia” o líder do balneário era Raul mas o líder verdadeiro dos jogadores era Luís Figo.

Veja-se, agora, onde estão Raul e Figo. Raul regressa ao Bernabéu para fazer o que quiser, inclusive substituir Zidane se, “por se acaso”, as coisas correrem para o torto. Mas Figo – sendo uma figura respeitada – jamais poderá ascender ao “status” de Raul.

Mutatis mutandis, jamais Cristiano terá o perfil de Sérgio Ramos e, um dia que se retire, ser amado como ele. O LumpenMadridismo terá sempre a atirar à cara de Cristiano alguma lama que faça escurecer os mais notáveis feitos na história do clube.

Mas se as razões antropológicas não fossem fortes – e para Florentino não são – coexistem importantes razões económicas.

Importa ter presente que, este ano, o Real Madrid CF perdeu o seu estatuto de clube mais valioso do mundo. As várias entidades que fazem estas avaliações (KPMG e FORBES, são as mais conhecidas) não deixam dúvidas: Real Madrid CF está numa acelerada perda de posição relativa no campeonato mundial dos clubes mais valiosos.

Segundo a FORBES, por exemplo, o Real Madrid CF – que detinha o cetro de clube mais valioso do mundo nos últimos 4 anos – perdeu posição para o Manchester United mas também para o Barcelona.

A perda de posição do Real Madrid para o ManU é ainda mais impressionante porque os resultados desportivos do Madrid têm sido claramente superiores – mas isso, de pouco servirá como veremos adiante.

Em 2016, os 10 principais clubes de futebol do mundo tinham as seguintes valorizações:

Manchester United   $ 3.689 BN
Barcelona   $ 3.635 BN
Real Madrid   $ 3.58   BN
Bayern Munich   $ 2.713 BN
Manchester City   $ 2.083 BN
Arsenal   $ 1.932 BN
Chelsea   $ 1.845 BN
Liverpool   $ 1. 492  BN
Juventus   $ 1.258  BN
Tottenham   $ 1.058  BN

Nos dez clubes mais valiosos do mundo nota-se o claro predomínio dos clubes ingleses da Premier (6 em 10)  , mas também uma dinâmica de crescimento de proveitos que lhes é favorável.

Apesar de não ter estado na Champions League , o ManU viu o seu valor de mercado crescer 11% em 2016, enquanto o Real Madrid DESCEU -2%. O resultado operacional do ManU em 2016 foi de $ 288 milhões e o do Real Madrid $ 181 milhões.

Um dos “drivers” essenciais dos proveitos são os direitos televisivos. Juntando os direitos domésticos com os internacionais o valor da Premier League é esmagador: Premier $ 4.55 BN; BundesLiga $ 1.568 BN; Serie A $ 1.264 BN; LaLiga $ 1.26; Ligue 1 $ 930 M.

Por sua vez, a franchise global do ManU propicia-lhe excelentes contratos comerciais . Por exemplo, o “naming” com a CHEVROLET fatura $ 71.7 M por ano e os kits com a ADIDAS $ 88.7 M por ano.

No seu conjunto, o sucesso global da Premier em geral e o poder da franchise do ManU, em particular, estão a deslocar ,  por completo ,  o centro de poder económico dos clubes espanhóis (RM e Barcelona), para os clubes ingleses (ManU à cabeça).

O Real Madrid CF tem ainda outra importante vulnerabilidade. Refiro-me ao fato de ser um club e não uma SAD, uma opção que me parece muito respeitável mas que tem as suas consequências.

Evidentemente ,  as SAD têm uma superior capacidade financeira fruto do apelo que podem fazer aos “bolsos fundos” dos seus donos ou dos mercados financeiros.

Veja-se, por exemplo, a enorme capacidade financeira do Paris S.Germain com fundos do Qatar ou do Manchester City com fundos do AbuDhabi ,  para se entender o ” leverage ” destas entidades.

Mas não só: no Arsenal Kroenke e Usmanov têm entre os dois uma fortuna de $ 22.7 BN; no Chelsea Abramovich está avaliado em $ 9.1 BN; no Tottenham, Joseph Lewis em $ 5.7 e no ManU, os irmãos Glazer contabilizam $ 4.5 BN.

Mas para as SAD dos seus clubes, Glazer e Kroenke, por exemplo, não trouxeram apenas capacidade financeira. Aportaram dos EUA a sua experiência de gestão comercial da NFL, que deu origem, nomeadamente, ao impressionante crescimento das receitas comerciais do ManU.

Não esqueço, finalmente, que o Real Madrid tem em preparação um importante investimento de uns € 400 M no seu novo estádio. É certo que o clube tem uma sólida situação financeira praticamente sem dívida. Mas a capacidade de ” leverage ” vai ficar bastante coberta com o financiamento do novo estádio.

Tudo isto sugere que o Real Madrid CF necessita de mudar o seu modelo de negócio. Lá vão os tempos em que o dominante poderio económico do RM pagava preços altíssimos por “Galácticos” ,esmagando os outros clubes. No verão passado já houve um teste claro: o ManU ganhou sem apelo nem agravo ao RM a corrida por Pogba.

Qualquer um dos seis clubes ingleses de topo ganha , nos dias de hoje ,  qualquer corrida por qualquer jogador que pretendam.

Aliás, um novo modelo de negócio para o Real Madrid CF é, candidamente, verbalizado pelo seu Presidente na importante entrevista a MARCA – Cito:

 

“MARCA – Se puede dudar de lo deportivo tras tres Champions en cuatro años, dos de ellas seguidas

F. Pérez – Estoy convencido que se seguimos con este modelo deportivo, llegarán mas. Tenemos unos jugadores jóvenes espectaculares y creo que tendremos a los mejores en pocos años. 

Ahora ya no hay que ir por el último en aparecer y gastarse € 200 millones, ahora hay que ver los más jóvenes, em su entorno, en sus clubes. Tenemos un equipo que trabaja y encuentra jugadores como Vinicius, Fede Valverde, Asensio, Vallejo o Theo.

Hay que alimentar el futuro de nuestro club con este tipo de jugadores.

MARCA – Como funciona esa cadena deportiva?

F.Pérez – …el máximo responsable de la dirección deportiva es Jose Ángel Sánchez y después tenemos una dirección de fútbol que lleva Ramón Martínez…

Dentro del fútbol está Juni Calafat, que es un fenómeno en eso de captar a jugadores jóvenes por todo el mundo, de esos que tienen  18 o 19 años y que van a marcar el futuro del fútbol”.

 

Tudo visto e somado, para comprar ,  o Real Madrid CF terá que vender. Cristiano e Morata poderão render uns € 220 milhões e, estes, podem financiar as aquisições de Donnarumma e Mbappé.

A venda de Cristiano ao PSG tem, assim, inegável lógica empresarial  , mas não é isenta de riscos para todos os intervenientes.

O Real Madrid CF troca o certo pelo incerto.

É verdade que algum dia Cristiano terminaria a sua contribuição e que o cemitério está cheio de insubstituíveis. Mas é obvio que não será fácil ao RM encontrar quem meta em media mais de um golo por jogo ao longo de anos e anos, e mais de 50 golos por ano.

Depois, importa não esquecer o enorme valor de imagem que Cristiano cria para a Liga Espanhola. A dialética mediática Ronaldo/Messi tem criado um fortíssimo valor para Espanha e a Liga Espanhola. A saída de um destes pólos (então os dois seria o completo desastre) tem um importante impacto económico – por exemplo no valor dos direitos televisivos. Espanha tem todas as razões para estar agradecida a Cristiano – mas não está.

A equipa do RM é fortíssima e continuará muito forte depois de Cristiano sair. Mas no futebol é muito fácil passar de “bestial a besta” e bastaria uma pequena serie de maus resultados para o Bernabéu ficar nervoso.

Na eventualidade, perguntar-se-ia de imediato – com o LumpenMadridismo à cabeça –  porque se vendeu Cristiano?

E eu não gostaria de estar na pele de Florentino nessa altura…

Depois, este modelo de jogadores jovens não é isento de riscos. Por exemplo, o Chelsea tem cerca de 60 (repito 60!) jovens jogadores de alto potencial a rodar noutros clubes e quantos conseguiram até hoje aceder à primeira equipa?   Virtualmente nenhum.

Florentino pode até achar que “descobriu a pólvora” na pessoa de Juni Calafat mas não há nenhuma razão para pensar que Juni seja melhor do que os “chief scouts” do Atlético de Madrid, Juventus ou Mónaco, só para citar alguns. E os outros clubes também  não estão “a dormir”- o ManU acaba de contratar Javier Ribalta como “chief scout” justamente provindo da Juventus.

Mas o declínio económico que o Real Madrid CF enfrenta – fruto de fatores, como vimos, largamente fora do seu controlo – não deixa outra margem de manobra.

“Quem não tem  cão, caça com gato” e, surpreendentemente, é justamente nessa posição que está o Real Madrid CF nos dias de hoje.

 

Os riscos para o PSG na contratação de Cristiano parecem-me limitados. Evidentemente, haverá que disponibilizar uma verba importante – dificilmente superior a € 150 M, que terá que ser rentabilizada. Mas os acordos de “sponsorship” que lhe estarão disponíveis com Cristiano a bordo, facilmente financiarão tal empreitada.

Além disso, a contratação de Cristiano fará contenção à vontade de sair de Verrati e outros jogadores. Com Cristiano, o PSG pode constituir um extraordinário “plantel”.

Será fácil ganhar a Champions? Não.

Os riscos para Cristiano também existem.

Desde logo, creio existirem riscos desportivos, pois Cristiano sai de uma equipa vencedora a carburar em pleno e que é a grande candidata a ganhar o TRI na Champions.

Cristiano quer ser reconhecido como o melhor jogador de todos os tempos. Claramente isso é muito mais possível no Real Madrid do que no PSG.

É certo que o PSG esteve a um milímetro de eliminar o Barcelona no ano passado. Com Cristiano, Pepe, um bom guarda-redes e um par de reforços, onde poderá chegar o PSG?

Por sua vez, se Cristiano conseguisse ganhar a Champions com o PSG seria superlativo. Mas a possibilidade de Cristiano não ganhar nenhuma outra Champions e ficar-se por 5 Bolas de Ouro ,  não pode ser descartada.

No plano financeiro, tenho poucas dúvidas que Cristiano fará uma excelente operação. E com parte desses ganhos adicionais vai pagar – o que houver a pagar – à Hacienda.

Mas, a meu ver, Cristiano vê, e bem, a sua saída de Espanha no plano da honra pessoal, “una cuestión de Señorío”. E isto deveria entender facilmente um clube que se reclama justamente dos valores do Señorio.

Depois do muito que deu a Espanha – em impostos, valorização de imagem do país e da Liga espanhola – Cristiano foi “tratado com os pés”, só para a Hacienda “sacar” mais uns milhões.

É certo que depois das desastradas noticias iniciais  ,  as autoridades espanholas já estão a fazer “marcha atrás”.

Primeiro, o responsável político pela Hacienda, Cristobal Montoro Romero, veio dizer que devia ser dado a Cristiano o “benefício da inocência”, dado o velho principio – há muito esquecido – de que toda a gente é inocente até um tribunal a considerar culpada. Isto só tem alguma relevância porque foram os seus próprios serviços que fizeram fugas de informação para a imprensa a preparar o terreno para a “denúncia” da  Fiscalia.

Depois, a Fiscalia (MP) de Espanha acaba de propor a Leonel Messi “suspender a pena suspensa”, ou seja, substituir a pena de 21 meses de prisão suspensa  , por uma multa de € 400 por dia. Por outras palavras, as multas e coimas pagas transformaram o processo crime contra Messi e o seu pai, num processo administrativo resolvido com dinheiro.

Se eu percebesse alguma coisa de Direito diria “es algo muy raro”.

Ora, é isto justamente o que entende a defesa de Cristiano. Estas matérias devem “jogar-se” no plano do processo administrativo e não no penal.

Evidentemente ,  isto já enfureceu o Barcelona e com razão. Pois se era para tudo terminar em dinheiro, porque é que as autoridades espanholas fizeram Leonel Messi passar pelo vexame do “banquillo”, com toda a publicidade negativa que isso acarretou para o jogador e o clube?

Acredito, assim, que a evolução do processo penal em Espanha vai ser determinante para a decisão de Cristiano.

Que incentivo tem este jovem multimilionário para continuar num país que o trata mal e num clube cheio de LumpenMadridistas que o assobiam por masoquismo?

Por Caridad, no habia necesidad.

  1. Pedro Miguel Matias says:

    De longe, este é o melhor comentário que li sobre este episódio do mundo do futebol, ainda que não concorde com alguns aspectos relacionados com a relação portugal/Espanha. Precisamos de qualidade desta nos nossos media.O Sr. João Rendeiro é como banqueiro, um excelente comentador.

    Pedro Matias

  2. Nunca concordei que Cristiano Ronaldo tivesse saído de Manchester, ganharia provavelmente o mesmo número de Bolas de Ouro, porque esse clube faria uma grande equipa em torno dele, mas o mais importante é que o Man United faria dele um ídolo maior que George Best, ali seria o rei da história desse clube e também porque conheço bem os espanhóis, nunca lhes cai bem que um português singre naquelas paragens, e não lhes interessa valorizar sempre, uma espécie de complexo recalcado no que se refere à nossa independência dos restantes povos peninsulares, o que se confirmou nomeadamente das reacções da imprensa contra Mourinho e contra Cristiano Ronaldo ao longo do tempo, já para não falar das tais provocações da “grada”, “ese portugués que hijo de puta es”, a palavra “portugués” quando dita por um espanhol dessa maneira tem evidentemente conotação depreciativa, aliás todos os portugueses e nomeadamente os empreendedores deveriam tirar ilações destes exemplos e tomar bem isto em nota antes de se implantarem em Espanha, este assunto daria pano para mangas e qual a estratégia mais adequada para Portugal ganhar definitivamente o mercado espanhol, a nossa afirmação europeia como muitos apregoam começa justamente em Espanha, sem termos peso no mercado espanhol efectivamente nunca teremos peso europeu, e isto não tem a ver com exportações, tem a ver com controle de sectores de actividade em Espanha, certamente não será como até agora com conversas mansas de pseudo irmandades entre os dois países que nunca existiram, mas adiante.
    Em Madrid por muitas bolas de ouro que consiga e champions ao serviço desse clube, será sempre subalterno histórico de Di Stefano, jamais o núcleo duro de associados ou a “afición” lhe dará a primazia de ser o rei histórico do Real Madrid, por isso mesmo defendo que esta é a altura de ele voltar a Manchester a tempo de ainda dar uma ou duas champions ao Man United e ter a sua 6.ª Bola de Ouro, mas acima de tudo para ainda ir a tempo de ser o rei histórico de um dos maiores clubes europeus.

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