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EM DEFESA DA HONRA

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João Rendeiro conta neste livro, e na primeira pessoa, as razões que levaram à queda do Banco Privado Português (BPP), que fundou em 1996, e de como este poderia ter sido salvo.

Uma queda precipitada por uma pequena notícia no semanário Expresso e pela falta de liquidez decorrente da crise financeira de 2008.

Rendeiro explica como os chumbos sucessivos do governo aos planos apresentados pela administração nomeada pelo banco de Portugal e a teia de interesses de José Sócrates ditaram a insolvência do BPP, em 2010, e como o Banco de Portugal falhou em toda a linha a sua intervenção. Uma intervenção desnecessária, defende Rendeiro.

Passaram já onze anos sobre insolvência, mas não se conhecem ainda as contas da Comissão Liquidatária do banco apesar de mais de 100 milhões de custos. A maioria dos clientes será, contudo, ressarcida. E os acionistas?

Apesar de ter deixado a presidência do BPP em 2005, João Rendeiro foi acusado pelo Ministério Público como se fosse praticamente o único responsável executivo e julgado como se de um crime de burla se tratasse.

Uma extraordinária ilegalidade que – explica Rendeiro – fez o seu caminho no sistema judicial “pela única razão de poder ser capa de jornais” e servir de exemplo para o que aí vem. Nas palavras do tribunal da relação: “é preciso punir os banqueiros para dar um sinal à sociedade de justiça feita”

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