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O FMI em Portugal desde 2006

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O FMI segue a evolução da economia portuguesa desde sempre num plano formal e informal. São inúmeros os estudos do staff e de consultores do FMI sobre Portugal, entre eles pela sua importância destacaria o estudo de Olivier Blanchard sobre Portugal de 2006 “Adjustment within the euro: the difficult case of Portugal, November 2006”, facilmente acessível na Net.

Olivier Blanchard, para quem não conheça, é Professor no MIT e, na altura, Economista Chefe do FMI. É um economista de origem francesa muito prestigiado na cena internacional e,  posso dizer também, um Amigo de Portugal.

À pedido do Banco de Portugal, Blanchard produziu o estudo em epígrafe que está tão actual como  se tivesse sido produzido hoje.

Em resumo, deixamos deteriorar a nossa competitividade internacional em cerca de 30 % desde a adesão ao Euro e, na  ausência da possibilidade de desvalorização competitiva, será necessária uma “desinflação competitiva” ou noutras palavras “desvalorização interna”,  para compensar.

O desvio dos custos unitários de trabalho desde a adesão ao Euro é de cerca de 30%, pelo que seria necessário fazer uma desvalorização interna de, no mínimo, 20% para repor os equilíbrios.

Os PEC já fizeram um ajustamento de 5% pelo que será necessário mais 10 a 15% em descida de salários para repor os equilíbrios.

Infelizmente será este o caderno de encargos que será presente à Função Pública.

  1. Carlos Cardoso says:

    A mesma função pública que esfregou as mãos de contente quando em 2009,ano de TRÊS eleições,o senhor engenheiro relativo comprou votos a 3,9% de aumentos nos
    salários!O bispo Edir Macedo da IURD garante o céu a quem o sustente!Mas é mais
    comedido: SÓ 10 % dos rendimentos de cada crente!A famosa DÍZIMA!
    “Com papas e bolos se enganam…OS TOLOS!”

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