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A Batalha da EDP

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O Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças aplicam com gosto o programa da Troika. Temas ultra-sensíveis como a privatização da RTP já estão a deixar as primeiras mossas e o mesmo se passa na privatização da EDP.

O modelo de privatização determina em larga medida quem vai controlar a Sociedade. A venda de um pacote de 20% em capital pulverizado e estatutos da sociedade proximamente limitados também a 20%, evidentemente significam controlo da EDP. A venda de controlo também significa prémio de controlo e portanto um encaixe mais apreciável para o Estado.

Contra isto elevam-se os habituais obstáculos. Os actuais detentores do poder na empresa, obviamente, não gostam do modelo e prefeririam fatiar a posição do Estado para continuarem em posição de comando. Por sua vez os comentadores dos “centros de decisão nacional”, de que é expoente Nicolau Santos, pregam os malefícios da venda a estrangeiros.

O problema é quando os donos dos “centros de decisão nacional” decidem eles mesmos depois vender a estrangeiros apropriando-se do tal prémio de controlo. Aí, ai Jesus, os malandros dos capitalistas que não têm amor à pátria. Tudo visto e somado, não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”. Por outras palavras não podemos aos fins de semana estar a pedir aos credores externos apoio e durante a semana dizer que o capital estrangeiro nos é prejudicial.

Muita informação e contra-informação vai ocorrer na privatização da EDP mas a venda na totalidade do bloco de controlo de 20% do capital a um operador internacional de sólida reputação é o caminho a seguir. Evidentemente, o Estado ficará, então, liberto para a sua inalienável função de regulação do sector energético.

 

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