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A reprivatização do BPN

1 comment

Finalmente parece ter chegado ao fim a reprivatização do BPN. Digo parece, pois ou muito me engano, ou algumas surpresas nos estarão reservadas nos detalhes – “the devil is in the deatails” da negociação do contrato final.

A primeira reflexão é porque é que apareceu, de facto, apenas uma proposta. Sim, porque a proposta do Montepio não fazia qualquer sentido estando o banco muito mais a precisar de ajuda do que ajudar. O NEI, por sua vez, seria uma forma de, em breve, o Estado estar a intervir de novo. Uma quarta proposta tinha credibilidade tal que nem se soube quem a fez.

Tendo sido o BPN, na prática, oferecido – porque é que não houve mais interessados? Como, por exemplo, o BBVA ou o BARCLAYS ou até o Banco Popular? A minha avaliação é que a rentabilidade da banca doméstica em Portugal é, neste momento, muito reduzida sobretudo para operadores de reduzida escala. Veja-se o exemplo do BPI que está, quando muito, no “break-even”.

Assim, comprar praticamente por zero o BPN significa de facto um investimento importante na sua expansão pelo que devemos estar gratos a Luís Mira Amaral e seus accionistas pelo sentido empreendedor demonstrado.

O resultado final para o Estado é catastrófico. Segundo o comunicado final do Ministério das Finanças serão segundo as últimas contas um prejuízo de € 2.400 milhões. Confrontem-se estes números gigantescos com as inúmeras declarações de Teixeira dos Santos/Costa Pina segundo as quais não haveria qualquer menos valia na operação.

Quem vai assumir a responsabilidade? Evidentemente, estando nós em Portugal ninguém assumirá a responsabilidade de uma desastrosa nacionalização quando havia uma clara alternativa apresentada por Miguel Cadilhe utilizando sobretudo capitais privados e fundos públicos em reduzida escala. Ficarei a aguardar curioso o que farão as Autoridades sobre este tema.

 

  1. antonio almeida says:

    Caro Dr Joao Rendeiro

    Agora, que tanta agua ja passou debaixo da ponte, nem valera a

    pena detalha la, porque nao faz uma analise pormenorizada sobre

    a banca portuguesa?

    Seria deveras interessante.

    Cumprimentos

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