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A dívida do Grupo José de Mello

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Reporta a imprensa que os herdeiros de José de Mello têm uma dívida bancária da ordem dos €2,3 mil milhões e terão sido forçados pelos bancos a reforçarem as garantias colaterais com todo o seu universo patrimonial. A razão essencial está na queda abrupta da Brisa que, como em muitos outros casos, perdeu a capacidade de suportar o crédito.

Tudo seria hoje diferente se Vasco de Mello – Presidente da Brisa –  tivesse dado sequência às varias sugestões que lhe fiz de viva voz para que se vendesse a Brisa à Abertis a €14 por acção. Nesse tempo – que hoje até parece uma miragem longínqua – a Abertis estava fortemente interessada na Brisa (não sendo aliás o único interessado) e poderia ter-se feito uma operação de grande interesse para a família José de Mello e outros accionistas –  como a Kendall, então gerida pelo Banco Privado.

Posteriormente, tentei de várias formas que se fizesse uma fusão da Brisa com a Ascendi controlada pela Mota & Ca. Os responsáveis máximos da Mota sempre tiveram toda a abertura para uma abordagem de criação de valor accionista. Vasco de Mello sempre fez “ouvidos de mercador” preferindo continuar a controlar a sua quintinha.

Evidentemente, ninguém no seu bom juízo  algum dia iria imaginar que a Brisa cotaria a €2,5 por acção como, aliás, iria sequer admitir que muitas outras coisas pudessem acontecer. Assim sendo, caso para dizer “ou há moralidade ou comem todos”.

 

  1. Pedro Lisboa says:

    “Evidentemente, ninguém no seu bom juízo algum dia iria imaginar que a Brisa cotaria a €2,5 por acção”.

    Ninguém iria imaginar que o BCP cotaria 0,24 euros/acção ou que o BPI cotaria 0,71 euros/acção.

    A maior parte das grandes empresas portuguesas estão demasiado endividadas,com falta de acesso a liquidez e com os resultados a caírem semestre após semestre.

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