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Três coxos e um funeral

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O I publicou uma caixa indicando a possibilidade de fusão do BCP / Bes / BPI. E um exercício de tiro ao alvo e de ” musical chairs ” onde se sabe que nada ficara como dantes mas os peões ainda buscam a sua posição no tabuleiro.

A reacção mais divertida a noticia veio de Belmiro de Azevedo que perguntou a um jornalista qual o resultado que daria juntar três coxos. Que Belmiro considere o BES e o BCP de coxos não me surpreende dadas as suas animosidades passadas. O que verdadeiramente me surpreendeu foi também considerar o BPI de coxo depois de Artur Santos Silva ter andado todos estes anos a apaparica-lo.

Mas as coisas são o que são, e um coxo e sempre um coxo.

De todas as formas foi interessante ver as várias reacções em curso para as movimentações de reestruturação bancária que vão acontecer.

Ricardo Salgado não tem nada a ganhar em embrulhar-se nos problemas dos outros e veremos o BES a querer navegar sozinho o mais que puder. Veremos o que nos reserva a análise Troikiana da carteira de crédito e que imparidades e outras questões resultam do exercício.

O caso do BCP é um caso perdido restando saber como e que o Governo decide pegar nele.

O BPI não vai sobreviver sozinho e Ulrich vem agora com mais uma brilhante ideia. Uma fusão BCP/BPI com Ulrich a mandar e o Estado a por o dinheiro na recapitalização. Evidentemente, mais uma vez, os accionistas seriam massacrados mas, pois então, o centro de decisão nacional ficaria no Centro Jean Monnet.

As decisões a nível europeu ate final deste mês terão um impacto decisivo na evolução interna. Seja como seja o centro destas decisões estarão verdadeiramente na Troika. Ricardo Salgado cada vez mais terá de discutir temas da emigração com o Secretario de Estado adjunto do Ministro Adjunto.

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