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António Borges no BCP

1 comment

A visita do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho a Luanda foi muito bem-sucedida, o que é tanto mais de saudar pois na bagagem estavam os ultra sensíveis temas do BCP e Galp.

No BCP, como é conhecido, a Sonangol tem uma menos valia superior a € 1,300 milhões, uma soma astronómica mesmo para um fundo soberano a adicionar ao alto embaraço político para os responsáveis diretos pelo investimento.

Na Galp a questão é outra. O investimento foi um inegável êxito mas a intermediação de Américo Amorim já não serve para nada. A Sonangol, evidentemente, pretende uma posição direta e discutir abertamente o controlo na saída do Estado português do acionariado.

Em ambos os casos o acordo foi total. A Sonangol assumirá na Galp a importância que faz sentido e no BCP estabelecerá uma posição ainda mais relevante acordando com o Estado português uma recompra da posição que venha a assumir na recapitalização.

A Sonangol aproveita o preço dos títulos para reforçar fortemente a sua posição para mais de 20%, baixando fortemente o preço médio e com o saneamento propiciado por dinheiros públicos portugueses poderá vir a equilibrar a menos valia.

O último tema prende-se obviamente com a gestão executiva no BCP. Como já notei há muito tempo o controlo do Conselho Geral e de Supervisão já foi assumido na última recomposição dos Órgãos Sociais. Carlos Santos Ferreira viu os seus poderes fortemente diminuídos e esteve a um passo da saída. Optou por continuar e, a meu ver, defendeu a instituição ao fazê-lo.

No entanto o ciclo de Carlos Santos Ferreira no BCP está claramente esgotado. A linha executiva do BCP não funciona por falta de liderança e pelo medo de tomar decisões. Numa altura tão crítica para a vida do BCP o atual funcionamento executivo é absolutamente insustentável. Nomeadamente, ninguém concebe como este Comité Executivo alguma vez terá credibilidade nos mercados internacionais para o indispensável funding.

Com a recapitalização virá uma equipa de gestão executiva totalmente renovada liderada por António Borges.

 

  1. Daniel Geraldes says:

    Não sei porquê vejo mais o Carlos Moedas e vejo o Frasquilho a ser recompensado com a Secretaria de Estado!Mas isto sou eu,numa visão de leigo!

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